- Ano: 2025
- Superfície: 680m²
- Localização: Atibaia, São Paulo
- Equipe de Projeto: Bruno Rossi, Marilia Giordano Rossi, Adriano Bueno, Isabela Slywitch, Rafael Kenzo, Bruno Castiglioni
- Estrutura de madeira: Ita Engenharia
- Projeto de Estrutura de concreto: StudioBim Engenharia
- Projeto de Instalações elétricas, hidráulicas e climatização: StudioBim Engenharia
- Paisagismo: Cate Poli Paisagismo
- Iluminação: Denis Joelsons
- Fotografias: André Scarpa
Implantada em um terreno em aclive em um condomínio residencial de Atibaia, a Residência MA se organiza a partir da leitura da geografia do lote, da paisagem e do programa doméstico, dando forma a uma morada definitiva, concebida para uso contínuo ao longo do ano.
O terreno se abre para uma área de preservação permanente e para a Pedra Grande — formação rochosa que se tornou cartão-postal do município e referência nacional para escalada e esportes de montanha. Para os moradores, um casal com quatro filhos, três deles adultos, essa paisagem já fazia parte da rotina antes mesmo da mudança definitiva para a cidade, frequentada por eles em viagens regulares desde São Paulo. Praticantes assíduos de esportes ao ar livre, tinham ali um de seus principais pontos de prática. A proximidade com esse território e com a natureza foi decisiva tanto na escolha do terreno quanto na definição do projeto da residência.
Para a família, era fundamental que os espaços funcionassem de maneira fluida, permitindo encontros constantes e relações visuais entre os ambientes, mesmo quando ocupados simultaneamente. O desejo inicial por uma casa térrea e aberta orientou as primeiras intenções do projeto. A topografia acentuada do terreno, no entanto, levou à concepção de uma edificação organizada em dois pavimentos, resolvida de forma a preservar a leitura de casa térrea no nível principal, superior.
O sistema modular, com pilares e vigamentos organizados em malha regular, possibilita flexibilidade espacial e clareza estrutural, ao mesmo tempo em que reduz desperdícios e o impacto ambiental da obra. As coberturas também são industrializadas, reforçando a racionalidade construtiva do conjunto.
Apesar da unidade material, as massas apresentam diferenças formais. O primeiro recebe cobertura inclinada, potencializando o pé-direito na área social e favorecendo a entrada de luz natural e a ventilação cruzada, enquanto o segundo adota cobertura plana. A conexão acontece por meio de uma cobertura de transição, que marca o encontro das lâminas e organiza os percursos.
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